domingo, dezembro 24, 2006

Feliz Natal (I)


Além dos tradicionais valores natalícios como a solidariedade e fraternidade, entre muitos outros, apoderam-se de mim, uns instintos, há que dizê-lo, pirosos. Gosto do Natal e se for piroso, tanto melhor. Arvores de Natal pirosas, luzes pirosas, enfeites pirosos, pais-natais pirosos. Natal com muito design, arvores de natal e pais-natal estilizados, também gosto mas não me convencem. A piroseira, ou se preferirem, o kitsch, também tem o direito a existir. Haverá melhor altura para isso senão no Natal?
Na música, também não podia ser excepção, e consumo, moderadamente, qualquer acorde que com o Natal se identifique, incluindo piroseiras como esta (coisa que na ressaca de Janeiro, nego absolutamente e enfio na gaveta, juntamente com todos estes instintos pirosos!)
Para terminar de maneira airosa, depois desta infeliz confissão, há que dizer que por entre todo kitsch que esta música respira transpira, salva-se uma mensagem contra o Natal comercial, em favor do que, no final de contas, se resume o Natal, ou seja, Amor.