
estou escondido na cor amarga do
fim da tarde. sou castanho e verde no
campo onde um pássaro
caiu. sinto a terra e orgulho
por ter enlouquecido. produzo o corpo
por dentro e sou igual ao que
vejo. suspiro e levanto vento nas
folhas e frio e eco. peço às nuvens
para crescer. passe o sol por cima
dos meus olhos no momento em que o
outono segue à roda do meu tronco e, assim
que me sinta queimado, leve-me o
sol as cores e reste apenas o odor
intenso e o suave jeito dos ninhos ao
relento
estou escondido na cor amarga do fim da tarde, Valter Hugo Mãe
1 Comments:
Então deixa-me pintar o pôr do sol mais belo do mundo,para que ele te aperte com doçura.
Um beijinho doce :)))
Não,não me tinha esquecido de ti
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