magenta

Quando a janela se fecha
e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços
de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões
que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem
és tu, de novo?
Quando o teu cheiro me leva
às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti
é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar
que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão
do deslumbre?
As redes são passageiras,
arquitecturas da fuga
De toda a água que corre,
de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga
ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho
mais uma ruga...
Quando o tecto se escancara
e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho
melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar
que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és
alguém, de novo?
Quando a janela se fecha
e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços
de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões
que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem
és tu, de novo?
Quem és tu de novo?
Jorge Palma

2 Comments:
Quem sou?
Uma mistura de luzes...observa o espectro e ver-me-às refectida!
Beijinho :)
Quero dizer reflectida.
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