Virtual (in) Sanity
Quando era mais novo, duvidava de tudo. Agora, nem disso tenho a certeza.
quinta-feira, agosto 17, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
I whish...
To hold me close
or set me free
to trust completely
or let it be
You don't know my destiny
You can't see what I can see
To love me truly
or let me go
In between
I don't want to know
This is how it has to be
No more us and no more we.
Once again on the station.
See your face in a crowd.
Comes again the sensation.
You can't hear yourself think,
with their voices inside your head.
I wish I cared...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Descrédito e angústia...
Saboreio hoje a angústia e um total descrédito pelo Homem...derrota, desilusão e um desmoronar de tristes "castelos" que contruí, numa cruzada própria que, vejo agora, assentou em sentimentos e sensações utópicas, criações da minha mente, que apenas serviam para "facilitar" a minha travessia...vejo agora que nada tem a ver comigo, com aquilo que sou e penso, ou com aquilo que represento, mas sim apenas com "eles"...eles, sempre eles, nos bons e nos maus momentos, num egoísmo que me sufoca, que me transtorna e que me torna pequena, me atrofia...as lágrimas são mais que muitas, mas não são vistas...
Do mesmo modo que o papel-moeda circula no lugar da prata, também no mundo, no lugar da estima verdadeira e da amizade autêntica, circulam as suas demonstrações exteriores e os seus gestos imitados do modo mais natural possível. Por outro lado, poder-se-ia perguntar se há pessoas que de facto merecem essa estima e essa amizade. Em todo o caso, dou mais valor aos abanos de cauda de um cão leal do que a cem daquelas demonstações e gestos. A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o egoísmo próprio à natureza humana é tão contrário a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence àquelas coisas que não sabemos se são mera fábula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes. Todavia, há muitas relações entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos egoístas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um grão daquela amizade verdadeira e genuína, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa razão, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfeições. Elas elevam-se muito acima dos vínculos ordinários, cuja natureza é tal, que não trocaríamos mais nenhuma palavra com a maioria dos nossos bons conhecidos, se ouvíssemos como falam de nós na nossa ausência.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
quarta-feira, agosto 09, 2006
terça-feira, agosto 08, 2006
Atiça-me!
Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro e o paraiso no teu olhar
Dá-me lume,
dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
até a música acabar
Dá-me lume,
não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
há tanto tempo a acenar
Eu tinha o espirito aberto
Ás vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro e ao paraíso no teu olhar
Dá-me lume,
dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
até a música acabar
Dá-me lume,
não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
há tanto tempo a acenar!
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse critico de arte
Havia de declarar-te
Obra prima á escala mundial
Mas não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro e o paraiso no teu olhar
Dá-me lume, Jorge Palma
segunda-feira, agosto 07, 2006
O calor aborrece-me
O calor entorpece-me
Quero mexer-me mas não quero
O que quer que faça
Um pensamento apenas
E verto suor
Repito para mim próprio
"Levanta-te"
É um começo...
"E caminha"
Continuo
Mas que fazer?
Um breve pensamento
E verto suor
Como se as minhas células
Não tivessem mais nada para dar
Senão água, sal
E odor
Não desisto
Afinal, parece sempre
Haver tanto para fazer
Tanto para querer fazer
Pensar em fazer
Pensar em pensar
Pensar
E penso
E transpiro
Água salgada
E pouco mais
Que desperdício!
Que injustiça
Quando realmente tenho tempo
Para não pensar
Se tenho tempo,
Para que quero o tempo,
Se o tempo não ajuda?
Não me serve de nada
Ainda não sei o que vou fazer,
Ainda não sei o que penso fazer
Mas este suor,
Por mais que faça ou não faça
Por mais que pense ou não pense
Que me inunda
Que me corrompe
Que me empalidece
Verto suor
Ainda nem sequer me levantei
E estou mais encharcado
Que um arrozal
Em tempo de monções
Tento de novo
"Levanta-te"
"E caminha"
"E faz qualquer coisa"
Nem que seja só para escrever algo
Como
O calor aborrece-me...
S.R
Sparkle
Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
coisa mais preciosa
no mundo não há
Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito á frente, muito á frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
traçamos projectos a dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
pelo menos a julgar pelo som
(...)
Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos o rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha da igreja
pusemos no "of" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que tu sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei láo que nos passou pela tola
do estilo: és o number one
dou-te vinte valores
és um treze no totobola
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintamos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"
(...)
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
e com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.
Com Um Brilhozinho Nos Olhos, Sérgio Godinho
One Man Show
Empty spaces
what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on
Does anybody know what we are looking for?
Another hero
another mindless crime
Behind the curtain
in the pantomime
Hold the line
Does anybody want to take it anymore?
The show must go on
Inside my heart is breaking
My make-up may be flaking
But my smile still stays on...
Whatever happens
I'll leave it all to chance
Another heartache
another failed romance
On and on
Does anybody know what we are living for?
I guess I'm learning
I must be warmer now
I'll soon be turning round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
Inside my heart is breaking
My make-up may be flaking
But my smile still stays on...
The show must go on...
The Show Must Go On, Queen

