Virtual (in) Sanity
Quando era mais novo, duvidava de tudo. Agora, nem disso tenho a certeza.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
princípio, meio e fim
Este é o meu primeiro filme, e portanto a minha estreia
como realizador. A musica é do Nick Cave, as fotos, a maior parte delas já frequentou os blogs. O resto foi o coração que fez. Deixei-o à solta e ele foi onde muito bem entendeu...
Este é o resultado.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
crying...
como é fantástico (re) descobrir, no momento em que não podia fazer mais sentido, canções que dizem o que o coração/alma teima em não assumir...
I'll never let you see
The way my broken heart
is hurting me
I've got my pride and
I know how to hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain
If I wait for stormy skies
You won't know the rain
from the tears in my eyes
You'll never know that
I still love you so
Though the heartaches remain
I'll do my crying in the rain
Raindrops falling from heaven
Could never take away my misery
But since we're not together
I´ll pray for stormy weather
To hide these tears I hope
you'll never see
Someday when my crying's done
I'm gonna wear a smile and
walk in the sun
I may be a fool
But till then, darling,
you'll never see me complain
I'll do my crying in the rain
I'll do my crying in the rain...
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Sempre para sempre
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Donna Maria
terça-feira, janeiro 16, 2007
dois lados do mesmo adeus

Caem como folhas
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto
Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
Para tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Donna Maria
segunda-feira, janeiro 15, 2007
a dor do avesso
Chegámos ao fim da canção,
E paro um pouco pra dormir.
É tarde pra voltarmos atrás,
Já nem há motivo algum para rir..
Eu vou dizer até me ouvir,
A dor chegou para ficar.
Eu vou parar quando eu sentir;
Não haver motivo algum pra negar
É como ouvir alguém dizer:
"Vê nessa procura
Uma razão
Pra virar a dor para dentro",
Que é virar o amor para dentro.
Falo de um amar para dentro,
Que é virar a dor para dentro..
Chegámos ao fim da canção
E paro um pouco para dormir...
Fim da Canção, Ornatos Violeta
sábado, janeiro 13, 2007
clown
If you don't mind
Could we not fight?
I see you're close woman
In the night
I'm sober
Still alive
Waste your days
On your own
Getting drunk
getting stoned
I'm sober
Still alone
See your face
See your eyes
Shouldn't have left
Shouldn't have lied
I'm sober
Spirit's died
Must I always take a back seat?
Must I always be your clown?
Did you ever really love me?
Were you always coming down?
Coming Down, Starsailor
terça-feira, janeiro 09, 2007
Diálogo

«Posso beber o amor pelo copo dos teus
lábios?» O disco chega ao fim; um ruído de rua
entra pela janela; não sei se ainda é dia,
ou se a noite começa. Mas o mundo
não interfere no equilíbrio frágil
das nossas vidas. Este copo não se esvazia; e
os teus olhos levam-me à fronteira
do sonho, para que a passe, e entre
contigo num país de nuvem. O meu passaporte
são as tuas mãos; o mapa que nos guia,
a respiração incerta do desejo. «Por
isso me perco», dizes. «Por isso te
encontro», respondo. E a noite que
nos separa é o dia que nos reúne.
Nuno Júdice
segunda-feira, janeiro 08, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
meteorologia

Como se houvesse uma tempestade
escurecendo os teus cabelos,
ou se preferes, a minha boca nos teus olhos,
carregada de flor e dos teus dedos;
Como se houvesse uma criança cega
aos tropeções dentro de ti,
eu falei em neve, e tu calavas
a voz onde contigo me perdi.
Como se a noite viesse e te levasse,
eu era só fome o que sentia;
digo-te adeus, como se não voltasse
ao país onde o teu corpo principia.
Como se houvesse nuvens sobre nuvens,
e sobre as nuvens mar perfeito,
ou se preferes, a tua boca clara
singrando largamente no meu peito.
Eugénio de Andrade
lume
Naquele trilho secreto
Com palavras santo e senha
Eu fui língua e tu dialecto
Eu fui lume e tu foste lenha
Fomos guerras e alianças
Tratados de paz e péssangas
Fomos sardas pele e tranças
Popeline seda e ganga
Recordo aquele acordo
Bem claro e assumido
Eu trepava um eucalipto
E tu tiravas o vestido
Rompi eu as minhas calças
Esfolei mãos e joelhos
E tu reduziste o acordo
A um montão de cacos velhos
Eu que vinha de tão longe
( do outro lado da rua )
Fazia o que tu quisesses
Só para te poder ver nua...
Dessa vez tu não cumpriste
E faltaste ao prometido
Eu fiquei sentido e triste
"Olha que isso não se faz"
Disseste que se eu fosse audaz
Tu tiravas o vestido
E o prometido é devido.
Rui Veloso

