sábado, setembro 30, 2006

Singing in the rain

Talking to myself and feeling old
Sometimes I'd like to quit
Nothing ever seems to fit
Hanging around, nothing to do but frown
Rainy days and Mondays always get me down
What I've got they used to call the blues
Nothing is really wrong
Feeling like I don't belong
Walking around some kind of lonely clown
Rainy days and Mondays always get me down
Funny but it seems I always wind up here with you
It's nice to know somebody loves me
Funny but it seems that it's the only thing to do
To run and find the one who loves me
What I feel is come and gone before
No need to talk it out
We know what it's all about
Hanging around, nothing to do but frown
Rainy days and Mondays always get me down
Funny but it seems I always wind up here with you
It's nice to know somebody loves me
Funny but it seems that it's the only thing to do
To run and find the one who loves me
Rainy days and Mondays always get me down
Rainy Daus and Monday, The Carpenters

Os outros...



Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros.

Jean-Paul Sartre

sexta-feira, setembro 29, 2006

If you Give Up


If you don't wanna wait
You left me inside out
It's too hard for me
There's no easy way out
.
You don't know and don't ask how
That I'm gonna make it work again
You don't know and don't ask why
That I'm gonna make it once again
.
If you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
And if you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
.
Distance from between us
That we can't shake out
It's cristal clear
But it ain't gonna last
.
You don't know and don't ask why
That I'm trying to make it work
Make it work...
.
If you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
And if you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
.
Just look around and see
Who you really need
Who you really want
.
If you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
And if you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
.
And if you give up now, who's gonna lose?
Which one of us is given up now of being free?
.
Just look around and see
If you give up, you won't be free
You won't be free, yeah yeah...
.
Never look back...

Hands On Approach
If You Give Up

terça-feira, setembro 26, 2006

Assim Como...

Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade,
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada.
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos, infância da doença.
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.

Alberto Caeiro

sábado, setembro 23, 2006

Don't Panic


Oh, we're sinking like stones,
All that we fought for,
All those places we've gone,
All of us are done for.

We live in a beautiful world,
Yeah we do, yeah we do,
We live in a beautiful world,
Oh, we're sinking like stones,
All that we fought for,
All those places we've gone,
All of us are done for.

We live in a beautiful world,
Yeah we do, yeah we do,
We live in a beautiful world.

Oh, all that I know,
There's nothing here to run from,
And there, everybody here's got somebody to lean on.

Don't Panic, Coldplay

terça-feira, setembro 12, 2006

Svefn-g-englar


Music was invented to confirm human loneliness.

Lawrence Durrell

XVI


Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.

William Shakespeare

segunda-feira, setembro 11, 2006

Peace On Earth...


(The other side...)

Heaven on earth
We need it now
I'm sick of all of this
Hanging around
Sick of sorrow
sick of the pain
sick of hearing
Again and again
That there's gonna be
Peace on earth

Peace on earth...

Peace on earth, U2

9/11



Is there a bigger insanity?

quarta-feira, setembro 06, 2006

Os dias-talvez

É certo que o horizonte não é, senão, uma linha imaginária. Embora exista. E que o céu não é um promontório que fica sobre as núvens (mesmo que pareça um braço de terra, impetuoso, que atravessa o pensamento). É certo que quase nada vale por aquilo que parece. E, no entanto, talvez o que pareça vala sobre o quase-nada que lhe falta para ser tudo aquilo que não é.

Nunca nascemos preparados para aquilo que parece. Pelos olhos dos nossos sentimentos, o mundo é branco ou preto, é bom ou mau, é escuro ou luminoso, colorido ou desbotado, fantástico ou tenebroso. Pelos olhos dos nossos sentimentos, existem dias-sim ou dias-não, mas os dias talvez são, certamente, quem domina o nosso crescimento.


Os
dias-talvez fazem-se de tudo aquilo que parece. Não são bons nem maus, nem escuros nem luminosos. São dias. Iguais aos outros. Não são nem fogosos nem pachorrentos. Nem curtos nem intermináveis. Nascem como todos os dias, pela manhã, e adormecem, devidamente com o pôr do Sol. Nos dias-talvez funciona-se, sem que se crie. Olha-se sem que se escute. Ouve-se mas não se vê. Nos dias-talvez as pessoas parecem felizes mesmo que se tolerem. E são bondosas , apesar de maldizentes. São carinhosas, se bem que omissas. Atentas, quando - sobre tudo - sobressai a sua distracção. E argutas, mesmo que mal pensem por si. Nos dias talvez o futuro curva-se ao destino, e a esperança aos ressentimentos que polvilham o passado. Nos dias-talvez não são as novas relações que nos dão um horizonte. Ou o céu. Nos dias-talvez chega-se ao amanhã depois de ser arrumar, com método, tudo o que ficou disperso para trás.

Nunca nascemos preparados para aquilo que parece. Mas aquilo que parece é que domina o nosso crescimento. E quando, algures na nossa via, perscrutamos pelo sim e pelo não dos nossos sentimentos e se vislumbram, sobretudo, os dias talvez, o horizonte deixa de ser uma linha imaginária. Devagarinho, transforma-se num promontório que fica sobre as nuvens. O quase-nada que nos falta para sermos tudo aquilo que não somos parece distante e dispensável. E o céu passa a ser o horizonte de todos os talvez.

É certo que q
uase nada vale por aquilo o que parece. E que, diante de tudo o que intuimos que falta ao que parece, todos nascemos pequenos. E assim permanecemos. É certo que, por vezes, aquilo que parece se sobrepõe (tanto e tanto) aos nossos sentimentos que, sobre a confusão de branco e preto, ou de bem e mal, parecemos grandes e seguros. Mas há um quase-nada que nos leva a escutar e a ver. Nos encaminha para a bondade e para o carinho. E nos torna atentos. Com esperança para o futuro. Basta que, sobre tudo aquilo que parece, aquilo que sentimos encontre, no horizonte de alguém, o céu.

Eduardo Sá




segunda-feira, setembro 04, 2006

Hurt



Julgo que foi Confúcio que disse que um dia sem rir, (ou seria, talvez, sorrir) era um dia perdido.
Concordo.
Mas, por mim, reformularia a citação para qualquer coisa como: Um dia sem música é um dia perdido.
Pimba, erudita, metal, clássica, Country, gospel, pop, punk.
Já escrevi algures, que tudo seria mais fácil se a nossa vida fosse acompanhada da música certa na altura certa, ou que comunicássemos apenas por música, transformando a nossa vida num imenso e interminável filme de musical (confesso que tenho saudades de ver um bom musical, daqueles que até comprar cigarros é dito a cantar, com os pulmões a transbordar de ar viciado de tabaco). Provavelmente, não nos aborreceriamos nem nos magoariamos tanto. Além de ser, definitivamente, mais divertido. Julgo que não será fácil uma discussão em versão .....cantada. Afinal, nunca vi Fred Astaire e Ginger Rogers discutirem.

Hoje, galgo uma fronteira no sentido de me tornar mais eclético e portanto menos preconceituoso.
Com este vídeo de música country.
Country? Mas que interessa qual o rótulo? Afinal é apenas uma palavra, inventada por um punhado de doláres.


PS: foi o último vídeo gravado por Johnny Cash, poucos meses antes da sua morte. (se virem com atenção vão encontrá-la reflectida no seu olhar...)
Sacudam os preconceitos, os rótulos, as categorias e admirem.

sábado, setembro 02, 2006

Mediocridade, S.A.

Grandes mentes discutem ideias,
Mentes medianas discutem eventos,
Mentes mediocres discutem pessoas.

Uma mão cheia de nada e a outra de coisa nenhuma


“A solidão só vale como remédio, como jejum – não constitui alimento; o carácter, como Goethe o viu com tanta clareza, só se forma no tumulto da vida. Se nos tornarmos excessivamente introspectivos, estamos na senda de perdição, ainda que o nosso negócio seja a psicologia; olhar com persistência excessiva para dentro de nós mesmos é provocar o desastre do jogador de ténis que conscientemente mede a distância, os ângulos e a força dos golpes, ou como o pianista que pensa nos dedos”.

Will Durant, in Filosofia da Vida

Quando...

Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar

Quando
tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabeça ao sol
ao sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce pela cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar

Quando
tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado
desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar

E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz desta outra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta...

Espectáculo, Sérgio Godinho

sexta-feira, setembro 01, 2006

O tolo e o sensato

Há muito, muito tempo, havia na aldeia um ancião, o indivíduo mais velho e portanto mais sábio, se é que faz sentido acrescentar a palavra mais à palavra sábio, das redondezas. Eram tempos de sorte para o sábio. Os animais haviam deixado de falar, fazia pouco tempo, presume-se devido ao estado de choque a que foram sujeitos quando o Homem começou a dominar o mundo, e os velhos não iam parar ao asilo.
Quando é conveniente apelar ao sentido de moral que supostamente deverá existir em cada um de nós, poucas estratégias serão tão eficazes como contar uma história. E como qualquer história que se preze deverá ter-se passado há muito, muito tempo, meter um velhote ao barulho, passar-se numa aldeia e encaixar palavras como ancião e sábio. Tornam tudo muito mais credivel. Afinal, nunca ouvi nenhuma história sobre moral (não sei o que é, admito) e portanto, sobre inteligência, protagonizada por um ex-político detido por corrupção, desenrolada a semana passada na área de serviço de Chelas. Qualquer história que tenha moral (definitivamente não sei o que é. Só sei que me irrito visceralmente quando ouço comentários a um filme como tendo moral...) tem portanto de respeitar as regras da antiguidade e da longinquidade. Se for chinesa, óptimo. Se se ficar por qualquer coisa oriental, também não é nada mau.
Voltemos ao nosso sábio. Um dia dois aldeões perguntaram-lhe - afinal, há outra coisa para que sirva a sabedoria senão para responder a perguntas? - como se distinguia uma pessoa sensata de um tolo.
O sábio sorriu. Não foi um sorriso qualquer, mas sim um sorriso de quem pensa: "Eu tenho resposta para tudo! Sou mesmo bom!" Claro que era um sorriso absolutamente desdentado, coisa que também nos é escondida nessas supostas histórias sobre a moral e portanto, sobre a inteligência. Nunca li nem ouvi nenhuma história sobre a alegada moral em que se incluissem palavras como desdentado! Desconfio que não tornaria a história muito credível.
O sábio reflectiu. Tinha de arranjar maneira de responder à pergunta de tal forma que aqueles saloios entendessem. Entenda-se também que no papel de saloios estamos igualmente nós e toda e qualquer pessoa a quem tenha sido impingida esta ou qualquer história sobre moral e portanto, sobre inteligência.
"Olhais para a Lua" disse o sábio "e apontais, dizendo "Olha! O sensato olhará para a Lua, o tolo olhará para o dedo apontado."

Moral da história:
Não sei. Continuo a não entender o que é isso de moral. Parece-me é que é algo extremamente abundante e bem distribuido. Toda a gente diz ter muita...

Adaptado, se a memória não me falha, de um conto chinês ou uma história qualquer, provavelmente ficcionada, ocorrida por essas bandas.